cidadesO consumidor que teve aparelhos eletroeletrônicos (televisores, geladeiras, dvds, computadores) danificados pela interrupção de energia, ocorrida na noite desta terça (10), pode solicitar ressarcimento dos valores contabilizados em prejuízo.

A pessoa deve registrar na empresa qual foi o problema que ele teve e qual equipamento foi danificado. Há uma resolução do setor elétrico que determina que a empresa deve instaurar um processo administrativo interno. O consumidor tem um prazo de até 90 dias após ocorrido para registrar o pedido de ressarcimento de aparelhos danificados ou queimados.

É importante que o consumidor verifique os equipamentos e apresente essa relação à empresa que distribui energia na sua região. O consumidor deve responder algumas perguntas da empresa, que terá 10 dias corridos para fazer uma vistoria dos equipamentos a partir da data da solicitação.

A vistoria poderá ser feita em casa ou numa assistência técnica autorizada. Após a inspeção, a distribuidora tem 15 dias para fazer a análise do pedido e responder se a solicitação do consumidor é pertinente. Depois do resultado da análise, a empresa tem mais 20 dias para efetuar o ressarcimento.

Cálculo

foto10A empresa não pode considerar se o aparelho era antigo ou não. Eles devem reembolsar o valor de um modelo novo, similar ao que o consumidor tinha. Caso o consumidor não consiga uma resposta satisfatória da empresa, ele deve recorrer na Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) ou ao Procon.

Reclamações

Segundo Lemos, houve um grande aumento no número de consultas e reclamações no Procon. A fundação ainda não tem um número concreto, mas informou que irá divulgar um balanço em breve. Os consumidores podem entrar em contato com o Procon pela internet ou pelo telefone 151.

Fonte: Procon

diabetesNa semana em que se comemora o Dia Mundial do Diabetes (14/11), estudo nacional realizado pela Toledo & Associados em 11.528 domicílios das cinco regiões do país aponta que 11% da população são portadores da doença; as mulheres são maioria com 69,3% contra 30,7% de homens

Realizada em 11.528 residências de diversos municípios espalhados por todo país, a pesquisa entrevistou pessoas pertencentes às classes A/B/C/D/E, com idades entre 18 e 75 anos, residentes nas capitais, regiões metropolitanas ou Interior, nas 5 regiões do país.  apontou que há 21 milhões de diabéticos no Brasil, sendo que desses 19% tem diabetes tipo 1 (já nascem com a doença) e 78,7% com diabetes tipo 2. Desse universo, 69,3% são mulheres e 30,7% são homens, sendo que 59,% têm entre 56 e 75 anos.

diabetes_insulinaUma constatação que desperta interesse é que a maioria dos diabéticos não são obesos, 67,6% têm peso normal (IMC de 18,5 a 24,9) ou sobrepeso (IMC de 25 a 29,9). “A pesquisa revela que nem sempre há relação entre a obesidade e o diabetes, muitos pacientes que sofrem com a doença estão dentro dos limites de peso considerados normais ou poucos quilos acima do ideal”, afirma dr Cohen, um dos coordenadores do estudo.

Outro dado que surpreende é o número de diabéticos. “A experiência de consultório já demonstrava um crescimento de pacientes com diabetes, mas não esperávamos que a doença atingisse 11% da população. Trata-se de um problema de saúde pública”, afirma dr. Berti, que também coordenou a pesquisa e preside o Congresso da SBCBM.

Ainda sobre o perfil do diabético, 60,6% deles são casados, 42% têm baixa escolaridade e cerca de 78% estão nas classes C, D e E. Geograficamente, a região Norte lidera o número de casos com 13,49%, seguido pela região Sul (13,23), Nordeste (13,19), Sudeste (10,31%) e Centro-Oeste (8,52%).

Gastos de R$ 817 milhões/mês – Entre as doenças associadas ao diabetes, a hipertensão predomina em 68% dos diabéticos, seguido pelo colesterol (39%), doenças no joelho (31%), doenças vasculares (28%), depressão (17%) e doenças cardíacas (13%). Mesmo diante desse quadro clínico, 55% dos diabéticos vão ao médico apenas uma vez a cada quatro meses. O gasto médio mensal com a doença é de R$ 107,08, o que representa um custo aproximado de R$ 817 milhões/mês.

Publicado por: Kakao | Novembro 10, 2009

Uma questão de direitos civis: Caso Geisy Arruda

Geisy Arruda1:: Por Roldão Arruda ::

O caso ocorrido na Universidade Bandeirante (Uniban) não afeta apenas a estudante Geisy Arruda. Trata-se de uma questão de direitos civis, que interessa a toda a sociedade. É preocupante a condescendência demonstrada com a turba que perseguiu e xingou a jovem por causa de sua vestimenta. Será que, ao tolerarmos esse tipo de comportamento, amanhã não acharemos normal algum jovem ensandecido agredir um judeu ortodoxo pelo fato de expor na rua uma vestimenta diferente? Não acharemos justo um grupo de skinheads espancar dois gays que se beijaram na rua, alegando que tal beijo os agrediu moralmente? Não acharemos divertido ver uma pessoa gorda ser ridicularizada em público pelo fato de ser gorda?

A lista poderia incluir negros, índios, nordestinos, pessoas idosas, pobres, outras minorias e grupos sociais contra os quais volta e meia se levantam velhos e arraigados preconceitos – aqueles que parecem ficar guardados em algum canto escuro do corpo social, latentes, à espera de um estímulo, um sinal verde para serem escancarados. No caso de Geisy, o que se viu foi a volta do patriarcalismo mais exacerbado, que, aGeisy Arrudapesar de tudo que se diz e se vê sobre as conquistas das mulheres, continua a nos assediar. A mensagem indireta estava lá: as mulheres, que até 1932 ainda não tinham o direito ao voto, não estão autorizadas até hoje a dispor livremente de seus corpos. É por isso que volta e meia somos assombrados pela notícia de que algum homem matou a namorada por não suportar a ideia de que ela seria de outro – como se estivéssemos falando de posse. É por isso, provavelmente, que o Congresso, dominado por homens, não discute em profundidade a proposta de liberação do aborto. É por isso que as mulheres mais independentes ainda são chamadas de prostitutas.

O mais correto seria aproveitar episódios como esse para dar a volta por cima, reforçando nas universidades os ensinamentos sobre a magnífica catedral de direitos civis que, a ferro e fogo, literalmente, nossa civilização vem montando ao longo dos séculos. Nessas aulas certamente seria lembrado o pensamento de Claude Lévi-Strauss, que morreu na semana passada, após ter revolucionado o pensamento antropológico, ensinando que não existem civilizações superiores ou inferiores, mas sim diferentes.

Fonte: O Estado de S. Paulo

Publicado por: Andrew | Novembro 6, 2009

1ª Corrida de Rua e Caminhada Damha

091108Damha2Neste domingo, 8 de novembro, a partir das 9 horas, será realizada a 1ª Corrida de Rua e Caminhada Damha em São José do Rio Preto. O objetivo é promover a saúde e incentivar a prática esportiva para melhorar a qualidade de vida. São esperados 1000 participantes.

A prova é de 8 quilômetros para os corredores e de 4 quilômetros para os caminhantes. A premiação dos dez primeiros colocados, classificação masculino e feminino, será de R$ 300 a R$ 50 em dinheiro. Receberão troféus os três primeiros colocados de cada categoria e as três melhores e maiores equipes. Haverá sorteio de brindes e todos os competidores receberão camiseta personalizada e medalha de participação.

As inscrições podem ser feitas na Metabolic Sports do Plaza Avenida Shopping ou pelo site: www.runnerbrasil.com.br. O valor das inscrições é de R$ 30 para a corrida e R$ 20 para a caminhada, e mais um quilo de alimento não perecível, que será doado para o Fundo Social de Rio Preto.

Publicado por: Kakao | Novembro 5, 2009

Um “termômetro” para a Terra

untitledUm pesquisador israelense criou um “termômetro” para diagnosticar os efeitos do aquecimento global sobre a agricultura e os recursos naturais. O professor Eyal Ben-Dor, da Universidade de Tel Aviv, desenvolveu uma vareta de solo ótica (Optical Soil Dipstick, OSD) que, inserida no solo, analisa as propriedades químicaslooking_down_on_earth e físicas e envia os dados para um computador. “É um instrumento para diagnosticar a saúde da terra”, diz Ben-Dor. “Com ele, poderemos finalmente ter um quadro acurado das condições da crosta terrestre”, conclui.

De acordo com especialistas, os cientistas sabem muita coisa sobre os efeitos do aquecimento global sobre as geleiras, por exemplo, mas desconhecem as conseqüências desse fenômeno sobre a agricultura e os mananciais. O equipamento já começou a ser usado na Califórnia (EUA), onde funciona como comprovação de que determinados cultivos estão livres de agrotóxicos.

Fonte: Assessoria de Imprensa

Publicado por: Elisa | Novembro 4, 2009

Perdoar é assumir a responsabilidade pelo que você sente

PERDO_~1:: Por Emilce Shrividya Starling ::

Segundo a filosofia do yoga, o perdão é um dos caminhos do dharma – dever. É uma grande virtude que abre o caminho da luz. É uma bênção tanto para quem recebe como para quem concede.

Aquele que perdoa e não guarda rancores em seu interior, experimenta despreocupação e a leveza da alegria. A capacidade de perdoar não acontece facilmente ou rapidamente. É uma virtude que precisa se cultivada por muito tempo. Você precisa ter muita força interior que vem da sabedoria e do amor de seu coração.

A oração, a contemplação e a meditação purificam o coração e a mente e auxiliam a sentir o perdão. O perdão é um ato do coração e faz você experimentar o amor de seu próprio interior. Ele libera a dor, o ressentimento que você carregou como um fardo que feria a você mesmo e aos outros. Você deixa de ser vítima de quem lhe prejudicou.

Torna-se mais fácil perdoar quando você não multiplica as ofensas, não guarda mágoas e nem permite que a dor cresça em seu coração se relembrando do que lhe fizeram ou do que aconteceu.

É difícil perdoar quando você reage agindo da mesma maneira, revperdoaridando as provocações, as afrontas e magoando também a outra pessoa. É preciso se lembrar que tudo que você pensa, fala e faz cria seu próprio mundo. Deste modo, ao criar dor para a alguém você está criando sofrimento e inquietude para si mesmo.

Quando uma pessoa nutre pensamentos rancorosos, esses pensamentos tendem a se acumular gerando tensões, insônia, agitação, destruindo sua própria paz mental. A raiva e o ódio são emoções que tendem a se agravar e a crescer se deixados sem controle. São nossos verdadeiros inimigos.

Você pode até achar que sente aliviado ao responder da mesma maneira, mas você se esquece que está gerando sofrimento para si mesmo. Você não percebe que essas emoções destrutivas queimam você por dentro, tiram sua paz e alegria.

Para superar essas emoções destrutivas, você precisa cultivar a paciência e a tolerância. Como diz Dalai Lama, no livro A Arte da Felicidade: “um produto da paciência e da tolerância, é o perdão. Quando somos realmente pacientes e tolerantes, o perdão surge espontaneamente”.

O perdão é uma escolha. É recuperar seu poder, é assumir a responsabilidade pelo que você sente. O perdão é para sua própria cura porque você não gasta energia desnecessária sentindo raiva e sofrimento em relação a coisas sobre as quais você não pode mais mudar e não têm poder.

perdaoMuitas pessoas não entendem que quem perdoa é o mais beneficiado e teimam em afirmar que o outro não merece seu perdão. Mas, agindo assim, elas estão apenas criando uma montanha de dor para elas mesmas. Analise os acontecimentos negativos no passado e reconheça que passado é passado e que nada vai mudar esses acontecimentos. Perceba que não adianta guardar ressentimentos, pois isto apenas perturba sua mente criando infelicidade para você.

Perdoar não é esquecer algo doloroso que aconteceu. Perdoar e esquecer são coisas diferentes. Você pode até se lembrar desses acontecimentos, mas o importante é abandonar os sentimentos negativos relacionados a esses acontecimentos. Ao perdoar você não fica preso ao passado.

O perdão é a energia do amor que nos liberta. Entenda o valor do perdão. Compreenda que perdoando você pode melhorar sua saúde física e mental. Você se liberta das amarras das mágoas e experimenta a leveza do coração.

Perdoando você está sendo gentil com você mesmo e reconhecendo a bondade de sua alma. Você experimenta tranqüilanne_geddes01-1[1]idade da mente, sente entusiasmo e vive melhor seu momento presente.

Gosto muito de uma Oração do Perdão de Masaharu Taniguchi:

“Eu lhe perdôo e você me perdoa.
Eu lhe amo e você me ama.
Eu e você somos uma só pessoa perante Deus.
Oro sinceramente pela sua felicidade.
Seja cada vez mais feliz.
Obrigado Deus, muito obrigado “

Esta oração é muito poderosa e produz efeitos imediatos em você e nas outras pessoas. Mesmo que você comece a orá-la, sentindo ainda muita raiva, apenas o fato de rezar, de abrir seu coração, vai libertando você e os outros também.

Pessoas de difícil convívio em nossos relacionamentos nos ajudam a desenvolver todas estas virtudes: paciência, tolerância, perdão, compaixão e compreensão. São como termômetros para nós, pois através delas vamos nos autoconhecendo, descobrindo o quanto já evoluímos e o quanto ainda precisamos dissolver a rperdao1aiva em nosso coração.

E entenda que para perdoar você não precisa conviver com a pessoa. O importante é orar sinceramente para que ela seja feliz. Tanto quem perdoa como quem é perdoado é beneficiado com o perdão.

Alimente a força do perdão. E experimente como essa virtude abençoada fortalece você e o ajuda a superar as dificuldades.

Lembre-se de Deus e sinta como o poder do perdão é uma verdadeira alquimia curando e transformando você. Fique em paz!

Notas bibliográficas:
A Arte da Felicidade- Lama, Dalai- Ed. Martins Fontes
Entusiasmo- Chidvilasananda, Gurumayi- Ed. Siddha Yoga Dham Brasil
O Poder do Perdão-Luskin, Dr. Fred – Ed. Novo Paradigma.

:: Emilce Shrividya Starling de Araújo – É formada em Yoga pela Federação de Yoga do Brasil e Centro de Estudos de Yoga Narayana/S.P, com aperfeiçoamento em Hatha Yoga e Meditação nos Estados Unidos. É professora de Hatha Yoga em Santos (SP), desde 1989.

Fonte: Vya Estelar

Publicado por: Andrew | Novembro 3, 2009

Hotel Espacial tem previsão de receber hóspedes em 2012

Reuters - concepção do Hotel Espacial

Reuters - Concepção Artística do 1º Hotel Espacial

Uma empresa radicada em Barcelona, The Galactic Suite Space Resort, tem planos de abrir as atividades do primeiro hotel espacial em 2012. O projeto deve custar 3 milhões de euros (US$ 4,4 milhões) para uma estadia de três noites no hotel. No preço, está incluso um curso de treinamento de oito semanas em uma ilha tropical.  Mais de 200 pessoas demonstraram interesse na viagem ao hotel espacial, e pelo menos 43 pessoas já fizeram suas reservas.

Durante a estadia, os hóspedes poderão ver o nascer do Sol 15 vezes por dia e dar a volta ao mundo em 80 minutos. Eles também vão vestir roupas de velcro, para que se movam colando nas paredes. A empresa (www.galacticsuite.com) espera começar o projeto com um único quarto em órbita a 450 km de distância da Terra, viajando a 30 mil km por hora, com capacidade de acolher quatro hóspedes e dois astronautas-pilotos.

Há inúmeros críticos ao projeto, por considerarem inviável, o tempo de execução é irrealizável, e também questionam, inclusive, de onde virá o dinheiro para financiamento do projeto. Segundo o o executivo-chefe do Galactic Suite, Xavier Claramunt, que também é engenheiro aeroespacial, um bilionário anônimo e entusiasta espacial garantiu US$ 3 bilhões para financiar o projeto.

Fonte: Folha Online

Publicado por: Elisa | Outubro 30, 2009

FERRET: um pet que veio de longe

cuidado_ferret_12O Ferret (Mustela putorius furo) é um animal de pequeno porte, mede cerca de 40 cm, sem contar a cauda, e pesa aproximadamente 1 quilo. Depois do gato e do cão, é o bichinho de estimação predileto dos americanos.

É um primo doméstico e provável descendente da doninha européia (Mustela putorius). Acredita-se que seja originário do cruzamento da doninha européia com a doninha das estepes siberianas (Mustela evermanni).

O Ferret é um pet do homem há séculos (no mínimo 2000 anos). Existem citações do Ferret como animal doméstico nos escritos de Aristóteles (384 AC – 322 AC), Strobo (63 AC – 24 DC) e Plínio (23 – 79 DC).

Eles ficam adultos aos seis meses e vivem de 8 a 10 anos,  dependendo dos cuidados e da alimentação. Adora se divertir com brinquedos pequenos de látex e de se enfiar em qualquer canto e buraco que encontrar pela frente, pois tem o corpo muito flexível e é muito ágil, daí seu apelido de “Furão”. Eles se dão Black%20Footed%20Ferretbem com as crianças e com a família toda.

No Brasil, ele é conhecido, principalmente pelos personagens de filmes e seriados americanos que sempre tem um desses bichos para exibir. Nas antigas embarcações, era útil para caçar ratos e até hoje ainda é usado para esse fim e na Inglaterra, também para ajudar a desentocar os coelhos nas caçadas.

Na importação dos Ferrets para o Brasil, são retiradas as duas glândulas do animal, que ficam uma de cada lado do reto, e o motivo é o forte cheiro que elas exalam, devido a uma secreção que é mais forte nos machos e nos Ferrets adultos, daí o nome da família: Mustelidae, que significa almiscar.

Será que é uma boa escolha?

Embora eles sejam bonitinhos e cheios de energia, não devem ser comprados num impulso. O custo de manutenção é bem maior do que um cachorro ou gato.  Um ferret não é um animal de gaiola, e requer um mínimo de 3 a 4 horas fora da gaiola diariamente, e eles são animais cheios de energia. Eles precisam de uma gaiola grande com espaçocuidado_ferret_13 para uma bandeja sanitária, comedouro, bebedouro ou garrafa de água, sacos e redes de dormir, etc.

Como todo animalzinho de estimação eles precisam ter alimentação adequada (os poucos fabricantes nacionais de ração para Ferrets não atendem às especificações internacionais já testadas e aprovadas, comprometendo a qualidade de sua oferta), cuidados de um veterinário (poucos tem conhecimento suficiente para tratá-los), vacinação regular. E como todo tudo, ele envelhece e necessita de cuidados especiais.

O IBAMA, órgão que regulamenta a importação de animais para o país, exige que os animais venham castrados e com um micro chip implantado sob a pele para facilitar o controle e identificação. A reprodução destes animais é proibida no Brasil, uma vez que aqui os ferrets não possuem predadores naturais e, caso soltos, causariam grande desequilíbrio ecológico ao meio ambiente. Tome o cuidado de garantir que o seu ferret é um animal legalizado quando for adquiri-lo. Lembre-se que o tráfico de animais não só é como também é crime por lei.

10 mandamentos dos Ferretscuidado_ferret_11

  1. Se eu gostar disto, é meu.
  2. Se ele estiver em minha pata, é meu.
  3. Se eu posso tirar isso de você, é meu.
  4. Se eu tivesse isto a pouco atrás ?, não importa é meu.
  5. Se ele for meu, devia nunca parecer ser seu de qualquer forma.
  6. Se eu estiver fazendo ou roubando algo, todos os pedaços são meus.
  7. Se ele parecer com meu, é meu.
  8. Se eu vi isto primeiro, é meu.
  9. Se você estiver tocando em algo e você derruba, isto se torna automaticamente meu.
  10. Se ele estiver quebrado, é seu. E quando ele for consertado, é meu.
Publicado por: Andrew | Outubro 29, 2009

Como as missões espaciais afetam nossa vida…

1apollo11-slide11Satélites e foguetes não são, no entanto, os únicos resultados concretos de um programa espacial. Todos os produtos resultantes de pesquisas espaciais são de alta tecnologia. Por serem de ponta, essas pesquisas dão origem a uma infinidade de tecnologias e produtos.

Entre os exemplos mais conhecidos estão:

  • Teflon
  • Velcro
  • Suco instantâneo em pó
  • Forno de microondas
  • Brocas especiais de dentista, criados pelo programa espacial norte-americano e hoje de uso comum,
  • Roupa antichamas com material feito a partir de Polybenzimidazole (PBI) vem, desde então, sendo usado para proteger bombeiros, soldados e pilotos de carros de corrida.
  • Dispositivos sem fio (telefones, furadeiras, asp1apollo11-slide03iradores de pó),
  • Materiais como o propileno ou o milar, que ajudaram a proteger os astronautas da radiação espacial e calor, agora são usados como isolantes para casas e apartamentos. Outros materiais metálicos usados pela Nasa hoje são encontrados em roupas, embalagens de comida, coberturas de parede e em películas para vidro, como o insulfilm.
  • Lentes resistentes a risco. Hoje utilizados em óculos.
  • Comida congelada ou desidratada. Alimentar os astronautas em longa viagens foi um problema para a Nasa. A solução foi congelar e desidratar os alimentos, em um processo que não só mantém a o valor nutricional e o sabor dos alimentos, mas também reduz o peso e ajuda a aumentar o tempo de validade da comida.
  • GPS
  • Celulares.

Os subprodutos são inúmeros e incluem ainda:

  • 1apollo11-slide01Chips para computadores,
  • Baterias solares para relógios e calculadoras,
  • além de materiais compostos ultraleves e revestimentos cerâmicos resistentes a altíssimas temperaturas e à abrasão, empregados em aviões e nos carros modernos.

Entre os resultados das pesquisas espaciais brasileiras está um aço ultra-resistente, empregado no trem de pouso do Boeing 747. “O Brasil é o único país, além dos Estados Unidos, que fornece esse tipo de aço para a Boeing”, diz o brigadeiro Piva, que cita ainda outro exemplo. Para fazer o tubo do primeiro foguete desenvolvido pelo CTA, que não tinha mais do que 50 centímetros de comprimento, foi preciso construir uma máquina especial, que depois passou a ser usada para produzir tuchos de válvulas dos motores de automóveis, que eram importados. Só isso gerou uma economia de US$ 1 milhão por mês ao país.

Fonte: Network World/EUA via IDG Now!

Publicado por: Andrew | Outubro 28, 2009

Astronauta ou cosmonauta? Quem são?

astronaut1Um astronauta (em Inglês: astronaut) ou cosmonauta (em Russo: космонавт, pron.: [kəsmɐˈnaft]) são pessoas treinadas para uma viagem espacial, seja para comandar, pilotar, servir como membro da tripulação de uma nave espacial ou desempenhando atividades extraveiculares.

Tecnicamente considera-se astronauta todo aquele que empreenda vôo sub-orbital (vôo balístico, sem entrar em órbita) ou orbital de no mínimo 100 km de altitude (considerado o limite externo da atmosfera).

Embora geralmente reservado para os profissionais viajantes, por vezes o termo é aplicado a qualquer pessoa que viaja no espaço, incluindo cientistas, políticos, jornalistas e turistas.

Os critérios para definir o que constitui o vôo espacial humano variam bastante. A Federation Aeronautique Internationale (FAI) define uma viagem espacial como qualquer voo acima de 100 Km. Contudo, nos Estados Unidos, pessoas que viajarem acima de 80 Km já são consideradas astronautas.

Até 31 de maio de 2008, um total de 482 pessoas de 39 países atingiram cerca de 100 Km de altitude, sendo que 479 alcançaram a órbita terrestre baixa. Destas, 24 pessoas viajaram na órbita lunar ou para a superfície da Lua.

astronautaOs termos “astronauta”, “cosmonauta” e “taiconauta” são sinônimos de “viajantes espaciais”. Na maior parte das vezes, “cosmonauta” e “astronauta” são sinônimos em todas as línguas, e o uso da escolha é freqüentemente ditado por razões políticas, sendo que ambos os termos ficaram consagrados durante a corrida espacial da década de 1960, disputada entre os EUA e a Rússia (ex – União Soviética).

Até 2003, os astronautas eram patrocinados e formados exclusivamente pelos governos, pelas forças armadas ou por agências espaciais civis. No entanto, com o primeiro voo suborbital do setor privado, financiado pela empresa SpaceShipOne em 2004, surgiu uma nova categoria de viajante espacial: o astronauta comercial.

O primeiro astronauta brasileiro

Nascido em 11 de março de 1963, na cidade de Bauru (SP), Marcos Pontes começou sua carreira profissional aos 14 anos, como aluno do Senai e eletricista aprendiz da Rede Ferroviária Federal (RFFSA), para custear seus estudos e ajudar no orçamento de casa.

Ingressou na Academia da Força Aérea (AFA) em 1981, onde se formou oficial aviador. Após a AFA, especializou-se em aviação de caça, tornando-se instrutor, líder de esquadrilha, controlador aéreo avançado e piloto de testes de aeronaves. Conta com mais de duas mil horas de voo de caça e de teste em mais de 25 diferentes tipos de aeronaves, incluindo F-15 Eagle, F-astronauta116 Falcon, F-18 Hornet e MIG-29 Fulcrum. Como piloto, participou de momentos históricos da aviação nacional, como o primeiro lançamento do míssil nacional ar-ar MAA-1.

Trabalha há mais de 20 anos na área de segurança de voo, prevenção e investigação de acidentes aéreos. Engenheiro Aeronáutico formado pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), Pontes é Mestre em Engenharia de Sistemas pela Escola de Pós-Graduação da Marinha Americana em Monterey, Califórnia. Como pesquisador, o trabalho de Pontes foi direcionado para a área de sensores, para a qual desenvolveu aperfeiçoamentos para sistemas embarcados de detecção de mísseis utilizando lentes polarizadoras.

Em junho de 1998, o então capitão Pontes foi selecionado pela Agência Espacial Brasileira (AEB), por meio de um concurso. Desde então, passou a integrar, na Johnson Space Center (Houston/Texas) a 17ª turma de astronautas da Nasa – Agência Espacial Norte-Americana (Classe 98). A classe 98 de astronautas é composta por 32 integrantes (26 dos EUA, dois da Itália, um do Brasil, um da Alemanha, um da França e um do Canadá), selecionados pelos seus respectivos países.

Em dezembro de 2000, Pontes concluiu o treinamento básico e foi declarado astronauta pela Nasa, tornando-se oficialmente o primeiro astronauta profissional com nacionalidade única de um país do hemisfério Sul. Nos anos seguintes, permaneceu em treinamento avançado na Nasa, em Houston, aguardando escalação para voo espacial.

Em outubro de 2005, a AEB assinou o contrato com a Roscosmos (Agência Espacial da Federação Russa), para a realização da 1ª missão espacial científica brasileira, denominada Missão Centenário, em referência à comemoração dos 100 anos do voo de Santos Dumont com seu lendário 14-Bis (ver foto). Pontes foi escalado pela AEB para ser o tripulante da missão.

Finalmente, em 29 de março de 2006, às 23h30 (horário no Brasil), da base de Baikonur, no Cazaquistão, o astronauta brasileiro, tenente-coronel Marcos Pontes (AEB), – acompanhado pelo cosmonauta russo, Dr. Pavel Vastronauta2inogradov (RKK ENERGIA), e pelo astronauta americano, coronel da Reserva Jeffrey Williams (Nasa) – decolou a bordo da espaçonave russa Soyuz TMA-8, rumo à Estação Espacial Internacional (ISS), levando oito experimentos brasileiros para execução em ambiente de microgravidade.

Em 9 de abril de 2006, depois de 10 dias no espaço, sendo oito deles a bordo da ISS, Pontes regressou à Terra, pousando no deserto do Cazaquistão.

A missão cumpriu todos os objetivos estabelecidos pela AEB. Realizou oito experimentos (cinco científicos, um tecnológico e dois educativos), prestou homenagem ao centenário do voo de Santos Dumont, incentivou milhares de jovens para as carreiras de ciência e tecnologia e deu início a uma nova fase da ciência da microgravidade no País.

Na sequência de sua carreira no setor aeroespacial, depois da missão espacial, a exemplo do que é feito em todos os países desenvolvidos, o Comando da Aeronáutica transferiu Pontes para a reserva militar, visando a continuidade e utilização plena de suas qualificações em prol do País na função civil de astronauta.

Atualmente, o engenheiro Marcos Pontes trabalha entre Brasil e Houston (onde reside), continuando à disposição do Programa Espacial Brasileiro como astronauta para possíveis futuras missões espaciais tripuladas brasileiras.

Fonte: Wikipédia e Agência Nacional Brasileira

Publicado por: Elisa | Outubro 26, 2009

Como dar um Up Grade na Vida Amorosa

1DF7F3_1:: Por Cláudya Toledo ::

Para aqueles que estão cansados da vida de solteiro e ficantes e querem conquistar um namoro estável e compatível, aqui estão algumas orientações básicas e fundamentais:.

Regra número 1: defina o tipo de pessoa que quer namorar. Que tipo de pessoa te agrada para um namoro? Esportista, baladeiro, executivo, intelectual, artístico, zen. Importante saber e definir o tipo de pessoa que agrada, para poder se comportar e frequentar os lugares compatíveis com o estilo de vida da ”pessoa alvo”.

Regra número 2: a orientação mais valiosa para quem quer namorar: ANTES DE IR PARA CAMA, ACIONE A CHAVE AMOROSA DA OUTRA PESSOA. Importante não desperdiçar a energia do sexo logo no primeiro encontro. Antes de ir para a cama com um(a) pretendente é fundamental aguçar em ambos outras vontades e a admiração. Quando se estabelece outros interesses além da atração física, a chave amorosa é acionada com admiração, elogios e respeito. O homem sempre é atraído pelo interesse sexual. É a mulher que tem a habilidade para fazer com que esta energia sexual acesse o estado amoroso. Quando o homem se torna cavalheiro, admirador da mulher e traz presentes ele está com sua possibilidade emocional e amorosa ligada. Dai sim, é hora de transar, declara a cupido.

Regra número 3: Mulheres são doces e homens são guerreiros. A mulher deve despertar o interesse do homem e atraí-lo estando bela, recoracao_lacosceptiva e amorosa. Já o homem deve ser seguro, bem humorado e guerreiro.

Algumas razões para acreditar no amor:

  1. Quem tem um relacionamento afetivo tem melhor saúde do organismo – do corpo físico;
  2. Pessoas que tem um parceiro estável aprendem a lidar melhor com as emoções – têm melhor saúde emocional;
  3. Empresas preferem contratar pessoas com estabilidade nas relações pessoais;
  4. O amor acalma. Pessoas que se sentem amadas e amam tem menos problemas de ansiedade;
  5. O amor ajuda a desenvolver a flexibilidade de lidar com os problemas e cobranças do dia a dia. Ajuda a quebrar a rigidez.
  6. O amor saudável ajuda a desenvolver emoções e sentimentos positivos, como empatia, compaixão, paciência, compreensão, a não violência, segurança.
  7. O amor e a união entre o homem e a mulher, equaliza e equilibra a energia vital de ambos. A mistura entre o masculino e o feminino coloca os dois em sintonia com a grande força da natureza e o prazer de viver.
  8. A mulher que ama e pensa em ter filhos aprende a compreender e a amar as diferenças entre os seres e respeitar a diversidade humana. Vive com maior paz interior.
  9. O AMOR CURA.mp3-coracao

Quem ama sente calafrios, aumenta os batimentos cardíacos – ativa o corpo físico;

Quem ama tem idéias criativas em sua mente, bons pensamentos- ativa o corpo mental;

Quem ama sente boas emoções e vontades – ativa o corpo emocional;

Quem ama deixa o espírito leve e alegre – ativa o corpo espiritual.

:: Cláudya Toledo é fundadora da agência de relacionamentos, A2Encontros, autora do livro Manual da Cara-Metade (Editora Globo).

Publicado por: Elisa | Outubro 23, 2009

Stress engorda

stress_01O estresse é uma dos principais inimigos na luta contra o excesso de peso. Pelo menos é o que comprova um estudo realizado pela Universidade Göteborg, na Suécia. A pesquisa de autoria do médico Per Björntorp, do Departamento de Doenças do Coração, mostra que em situações de extrema tensão, o organismo tende a liberar uma quantidade maior de cortisona e adrenalina, hormônios ligados a situações de perigo que aceleram o ganho de peso até mesmo de boca fechada.

Quanto mais tensão, maior o risco de engordar. Pior. Esse tipo de obesidade invariavelmente desencadeia doenças como diabetes, hipertensão arterial, infarto e derrame.

Ao analisar a taxa de cortisona em pessoas submetidas à mesma carga de stress durante um dia normal de trabalho, Björntorp descobriu que
algumas liberavam muito mais hormônio que outras. O teste foi feito com a coleta de saliva em várias fases do dia, e o resultado foi surpreendente.

mulher-pesar-balancaSegundo o médico há três grupos: no primeiro, o nível de cortisona subiu em situações estressantes e logo voltou ao normal. Nesse grupo estavam indivíduos magros e sem problemas de colesterol ou açúcar. No segundo, a taxa cresceu muito e demorou a regredir. Foram registradas alterações de colesterol, açúcar e pressão arterial, além de maior número de obesos. No terceiro grupo, o nível de cortisona manteve-se alto. Foi ali que houve maior incidência de problemas de peso, pressão arterial e taxas altas de colesterol e açúcar. Quando investigou as razões de tamanha variação, o médico descobriu que as pessoas mais sensíveis ao stress têm alterações no gene receptor da cortisona.

Pesquisas realizadas pela equipe do endocrinologista Amélio Godoy, do Instituto de Endocrinologia e Diabetes do Rio de Janeiro, sobre o comportamento das glândulas supra-renais em pacientes com obesidade provocada por stress, comprovaram as pesquisas de Björntorp. Essas glândulas, que secretam hormônios responsáveis pelo metabolismo, quando muito estimuladas pela produção de cortisona, aumentam de tamanho. Como elas se localizam acima dos rins, a gordura concentra-se no abdome. A equipe descobriu ainda que, em boa parte dos casos, as pessoas que têm esse tipo de obesidade engordaram a partir de choques emocionais, como a perda de um parente querido.

CB037953O médico descobriu que o mecanismo que aciona a obesidade pelo stress se divide em dois tipos: no primeiro, a tensão instala-se, mas existe reação para sair de uma situação incômoda. No outro, as pessoas simplesmente desistem de lutar e normalmente caem em depressão e sofrem das mesmas alterações nos níveis de cortisona provocadas pelo stress, com idênticas conseqüências: desequilíbrio nas taxas de colesterol e de açúcar e obesidade.

O tratamento indicado para esse tipo de obesidade não se restringe à orientação alimentar. Inclui táticas de defesa contra a tensão, como mais tempo para o lazer, relaxamento, terapia e até o uso de um antidepressivo moderado.

Sinais de alerta

Os sintomas abaixo são característicos da obesidade provocada por stress. Na COMER_~1presença de qualquer um deles, deve-se procurar um médico:

  • Gordura mais concentrada na região do abdome, nas coxas e nos braços ;
  • Doenças cardiovasculares, hipertensão arterial e diabetes;
  • Depressão;
  • Fome compulsiva à noite;
  • Aumento de peso após algum trauma, como separação, morte de parente próximo, desemprego.

Entenda o processo de aumento de peso

Estresse engorda porque provoca alterações metabólicas. Seja por conta de um desgaste físico ou emocional, o corpo humano aumenta a estocagem de gordura por conta de um mecanismo de defesa que ajuda o homem a “sobreviver” mesmo em condições adversas. A freqüência cardíaca aumenta para preparar os músculos para a “luta” pela sobrevivência, gerando um maior fluxo sanguíneo. São produzidos vários hormônios e gerada uma reação em cadeia na qual algumas células e hormônios ligados ao cérebro (Hipotálamo, Hipófise e Supra Renal) informam aos receptores das células adiposas a aceitarem maior quantidade de gordura, aumentando o estoque adiposo.

A oscilação hormat-9-estressemonal faz com que o organismo perca o equilíbrio tanto físico como psíquico. E na busca da ”tranqüilidade e do conforto perdido”, ocorrem os picos de ansiedade que levam a pessoa a comer mais do que o habitual, principalmente alimentos ricos em gordura e açúcar. Esse consumo resulta na secreção de endorfinas, substâncias fabricadas pelo próprio cérebro que geram a sensação de bem estar e conforto ao organismo.

Mas, o mecanismo exato pelo qual o estresse atua no ganho de peso deve ser melhor pesquisado, pois entender melhor este assunto e as fontes de estresse é importante para a solução do problema.

Especialistas recomendam:

  • Optar por uma alimentação equilibrada (saladas, frutas,  verduras, alimentos integrais, carnes, leite e derivados magros) e saudável de preferência fracionada, 5 refeições por dia (café da manhã, lanche, almoço, lanche da tarde, jantar);
    Beber sempre água (no mínimo dois litros por dia) por isso sempre ande com uma garrafinha ou squizze;
  • Praticar exercícios no mínimo 3 vezes por semana (1 hora), escolher uma modalidade que proporcione prazer e disciplina;
  • Dormir bem;
  • Controlar o nível de estresse.

lideranca:: Por Jo Furlan ::

Um pensamento que caberia naturalmente na boca de um militar a frente de sua tropa em plena batalha. De fato foi quase isso que aconteceu.

O general era Martin Luter King, sua tropa eram dezenas de milhares que pessoas que o acompanhavam e seguiam, a batalha a luta pelos direitos civis nos Estados Unidos da América. Recentemente durante uma aula numa pós-graduação um aluno me perguntou por que evidenciar algo tão radical. Estamos aqui falando de algo que tenho observado infelizmente quase todos os dias na sociedade atual. O somatório de escândalos nas mais diversas áreas governamentais e corporativas levanta grande dúvidas sobre a credibilidade das pessoas que estão em cargos de liderança, pois eu jamais usaria a palavra “líder” para definir pessoas cujo único objetivo é o poder pelo prazer e benefícios do poder. Às vezes sinto-me sem argumentos para falar a um grupo de jovens na graduação e pós-graduação, que tem como referencia de liderança, reality Shows, articulações políticas e empresariais que visam apenas preservar cargos, funções ou negócios duvidosos. A palavra líder não pode de forma alguma ser aplicada para tais figuras pois um dos pressupostos básicos da liderança relaciona-se a estar disposto a servir, contribuir e estimular pessoas a se superarem elevando assim o seu padrão comportamental.

Liderar servirVivemos numa era com todas as facilidades da comunicação. Diariamente um turbilhão de informação invade nossa vida, com verdades temporárias e mentiras bombásticas. Pergunto-me que tipo de geração estamos construindo. A falta de lideranças que inspirem valores respeitáveis e éticos é evidente, pois ao invés de assumir a responsabilidade dos fatos e iniciar uma apuração seria do que realmente aconteceu, observamos a inversão conceitual, numa jogada quase publicitária transferindo a responsabilidade para a imprensa. Noticiar os fatos transformou-se em alardear o inexistente. Ficção e realidade se confundem num jogo perigoso e cruel, tendo na sociedade um peão descartável que pode ser sacrificado a qualquer momento em prol de uma boa jogada.

Treino lideranças na área publica e privada, em universidades e corporações, há muitos anos e vejo todos os dias com preocupação a carência do setor. Muitos dos líderes que inspiraram tantas pessoas no passado recente, não sobreviveram em sua maioria a lente minuciosa que observava suas ações.

Temos a obrigação moral e ética de continuar a cobrar, questionar, lutar, e também a acreditar em pessoas, idéias e projetos sérios e até mesmo naqueles aparentemente utópicos. “ A Utopia não será atingida, mas buscá-la aprimora o mundo em que vivemos”. Com esse pensamento convido a todos a praticar o que chamo de liderança comportamental – a autoliderança. Assumir a responsabilidade pela parte que cabe a cada um de nós, senhores de nossas crenças, convicções e sentimentos. Que a responsabilidade, coragem e a ética possam ser alguns dos valores dominantes e fundamentais na criação de nossos novos líderes.

:: Jô Furlan é médico, Conferencista internacional, Especialista em Comportamento Humano, Autor do Programa de Desenvolvimento de Liderança Comportamental (PDLC), Professor Convidado do Curso de Especialização em Medicina Comportamental da Universidade Federal de São Paulo (Escola Paulista de Medicina). Autor dos Áudios Books – Um Livro para Você ouvir, Superando Para Vencer, O Poder da Auto-Realização, Dicas de Liderança e Motivação.

Publicado por: Andrew | Outubro 21, 2009

A influência da astronomia na ciência e na humanidade

:: Por Enos Picazzio ::

Este é o Ano Internacional da Astronomia. Para os brasileiros é um ano especial, pois pela primeira vez sediamos uma Assembleia Geral da União Astronômica Internacional, que ocorreu em agosto passado na cidade do Rio de Janeiro.

galileu1Há 400 anos, Galileu Galilei (1564-1642) apontou sua luneta para o céu e nos apresentou um universo que desconhecíamos. Hoje com telescópios modernos de solo e espaciais conseguimos ver muito mais, no entanto o universo continua desconhecido. Ele é muito grande e muito complexo.

O século XX foi fortemente marcado pela física. O século XXI sofrerá forte impacto da astronomia e da biologia. 

Evoluímos olhando o céu 
O interesse do ser humano pelos astros perde-se no tempo. Certamente nossos ancestrais mais primitivos usaram a Lua, os planetas e as estrelas como guia e calendário. As mudanças sazonais eram fundamentais para a sobrevivência, por isso as estrelas típicas das estações eram usadas como calendário. Noites de lua cheia propiciavam melhores condições para as atividades noturnas. O céu estrelado era um mapa para caminhadas longas ou mesmo migrações, sobretudo nos mares que são desprovidos de figuras de superfície que sirvam de referência.

Gradativamente, nosso raciocínio tornava-se mais complexo. Assim, passamos a observar mais detalhadamente o movimento dos amysterious_nightstros, distinguimos os que pareciam mover-se em conjunto mantendo as mesmas posições relativas (estrelas) daqueles que se moviam independentemente uns dos outros (planetas), percorrendo o céu sempre dentro de uma região limitada (faixa zodiacal). O movimento diurno do Sol e das estrelas marcava o dia. A variação da posição da Lua relativamente ao fundo estrelado era periódica (mês), assim como a mudança de posição das estrelas em um mesmo horário (ano). Durante um ano, o meio ambiente passava por períodos bem distintos (estações sazonais), fundamentais para a sobrevivência. No verão o dia era longo e havia abundância de alimentos. No inverno o dia era mais curto e a sobrevivência era mais complicada, por conta do frio e da escassez de alimentos.

Com o passar do tempo nossa percepção do céu foi se tornando mais complexa. Não bastava conhecer o movimento aparente dos objetos, era preciso entender melhor como isso acontecia. Assim surgia a cosmologia antiga, que evoluiu através da Babilônia e Egito e, posteriormente, pela Grécia antiga e no mundo moderno. Filósofos como Pitágoras e Aristóteles abordaram a cosmologia através de números e geometria, de certa forma como se faz na ciência moderna.

Na sociedade grega a geometria era uma atividade intelectual de destaque, inclusive no pensamento filosó­fico. Ela representava a combinação perfeita entre lógica e beleza. “Deus é o grande geômetra. Deus geometriza sem cessar. Por toda a parte existe geometria”, dizia Platão (470- 399 a.C.). Platão concebia cinco sólidos primários simétricos, compostos exclusivamente de polígonos regulares: tetraedro, cubo, octaedro, dodecaedro e o icosaedro. Baseado nesse conceito de perfeição e no modelo heliocêntrico, Johannes Kepler (1571-1630 d.C.) justificava a existência dos seis planetas conhecidos circunscrevendo esses sólidos em esferas. Entre se148253ais esferas, pensava Kepler, só podem caber cinco sólidos: o Sol no centro, seguido da esfera de Mercúrio, cercada por um octaedro. Depois a esfera de Vênus, cercada por um icosaedro. A da Terra, cercada por um dodecaedro. A de Marte, por um tetraedro. A de Júpiter, por um cubo. Por fim, a esfera de Saturno.

Outros filósofos gregos além de Platão descreveram a dinâmica dos corpos celestes através de movimentos uniformes e trajetórias circulares, ambos símbolos da perfeição. Como o universo aparente é geocêntrico, isto é, tudo parece mover-se em torno da Terra, os modelos cosmológicos antigos apresentavam os astros orbitando a Terra em trajetórias circulares, sobre esferas cristalinas concêntricas. Para explicar a inversão de direção do movimento orbital aparente dos planetas (laçadas) e a variação da velocidade orbital e do tamanho aparente, as órbitas circulares se multiplicaram e passaram de concêntricas a excêntricas. Cada planeta movia-se uniformemente ao longo de um círculo (epiciclo), cujo centro movia-se em torno Terra ao longo de um círculo maior (deferente). O centro da deferente estava entre a Terra e o equante . Visto do equante, o movimento orbital do epiciclo era constante. Visto da Terra esse movimento era variável.

O conhecimento astronômico babilônico e grego foi compilado e aperfeiçoado por Claudio Ptolomeu (87-151), e publicado em treztychoe livros (Almagesto). O modelo geocêntrico prevaleceu por mais de 16 séculos, até que Nicolau Copérnico (1473-1543) resgatasse e aperfeiçoasse o modelo heliocêntrico de Aristarco de Samos (310-230 a.C). A Terra perdeu o status privilegiado de centro do universo e passou a ser apenas mais um planeta girando em torno do Sol. Retirar o homem desse centro foi um marco histórico significativo.

Com seu trabalho, Tycho Brahe (1546-1601) impôs novo limite na história da astronomia. Ele foi o maior observador até a sua época e produziu o maior acervo de dados. Em 1572, ele descobriu uma estrela nova em Cassiopeia, mais brilhante que Vênus e que podia ser vista à luz do dia. Hoje sabemos que se tratava de uma supernova, a morte catastrófica de uma estrela. Tycho mostrou que essa estrela estava bem além da Lua. Em 1588 ele publicou os resultados de suas observações de um cometa que aparecera no ano anterior, mostrando que esse cometa se movia entre as esferas dos planetas. Essas observações contradiziam a crença aristotélica de que o universo era uma obra perfeita e o céu era imutável.

Usando observações de Tycho Brahe, o matemático Johannes Kepler mostrou que as órbitas dos planetas não eram circulares, mas cônicas de Apolônio, com o Sol em um dos focos. Ele também mostrou que as velocidades dos planetas em suas trajetórias não eram constantes, elas variavam com a distância deles ao Sol. Esse foi mais um duro golpe na estética de perfeição.34364

Era telescópica 
Com suas pesquisas, Galileu abala ainda mais a crença de um universo perfeito e marca uma nova fase da ciência, em especial da física e da astronomia. Instigado pelo movimento dos planetas em órbitas fechadas ele desenvolve trabalhos fundamentais em mecânica, sem os quais Isaac Newton (1643-1727) não teria desenvolvido sua mecânica. Galileu percebeu rapidamente o potencial astronômico de um instrumento óptico que, na época, circulava pela Europa. Era a luneta. Ele construiu várias lunetas, de diferentes tamanhos e potência, e as utilizou como telescópio. Com isso, Galileu iniciou a era telescópica da astronomia, que mudaria completamente nossa visão sobre o universo e seus componentes. Passamos a enxergar melhor e mais longe.

Foi observando o universo que aprendemos que matéria e energia são duas manifestações diferentes da mesma realidade física fundamental e que podem converter-se, uma na outra. Descobrimos como os elementos químicos são forjados, como eles formam moléculas e as condições em que essas moléculas sobrevivem. Aprendemos como as estrelas surgem a partir da matéria que permeia o espaço e como elas evoluem e como manipulam a composição química do universo. Também descobrimos como se formam planetas como a Terra e em que condições eles podem suportar uma biosfera. Descobrimos como a vida tem sido afetada por colisões catastróficas entre corpos celestes e a Terra. Aprendemos a estimar o tempo de vida das estrelas, sabemos como o Sol evoluirá e por quanto tempo as condições ambientais terrestres permitirão nossa existência. Aprendemos, enfim, que embora nossa casa seja a Terra, nossas raízes e nosso destino estão no espaço.dat_20090227-235324_inc_img_20090227_9999_34

Democratização do conhecimento
A sobrevivência da biosfera é a preocupação mais fundamental da humanidade. Em escala global, a compreensão das razões que implicam em mudanças ambientais e a maneira de se preservar o ambiente demandam conhecimento da interação da Terra-Sol e da ação humana no planeta. Dependemos do Sol para existir, e existiremos enquanto as condições ambientais forem adequadas à vida. Também dependemos da Lua para estabilizar a inclinação do eixo de rotação da Terra, evitando glaciações severas.

O processo através do qual a energia solar se distribui na Terra e suas consequências no clima ainda são mal conhecidos. A climatologia espacial utiliza conhecimentos de geofísica, ciências atmosféricas e astrofísica solar para estudar essa interatividade. É necessário também estudar a influência humana sobre o clima. Para alguns, a presença humana deu início a um novo período geológico: o Antropoceno. Na revista Nature, de 24 de setembro último, foi publicado um trabalho criterioso de vinte e nove cientistas, em que se sugerem limites à ação do homem para evitar alterações ambientais de dimensões catastróficas.

Gerenciar c20080314190030496orretamente essa situação complexa é uma tarefa dificílima, cujo sucesso depende mais dos cidadãos do que de seus governantes. Para tanto, é necessário que as pessoas entendam o problema e se conscientizem da sua gravidade. Só há um caminho para isso se concretizar: a educação. Uma das maiores virtudes da educação é que ela nos ensina a pensar. Pensar com disciplina e critério exige treinamento, desde cedo.

Nesse processo, a divulgação desempenha papel fundamental. A tarefa primordial da universidade é produzir conhecimento e democratizá-lo, mas para isso ela precisa de bons pesquisadores, bons professores e, sobretudo, bons alunos. Bons alunos se forjam através de programas educacionais de longo prazo e infraestrutura de qualidade, com escolas, bibliotecas, espaços culturais, como museus, parques temáticos, zoológicos, jardins botânicos, planetários e outros, e em instrumentos de divulgação científica, como jornais, revistas, programas televisivos, internet etc.

Como lembrou Carlos Vogt em sua entrevista publicada na 100a edição desta revista, o papel da divulgação científica não se restringe em difundir a informação, mas também formar no cidadão uma visão da ciência, discutindo o papel e a função da ciência na sociedade. Nesse contexto moderno, o cientista deixa de ser o sábio isolado da sociedade, o cidadão deixa de ser o ignorante isolado da ciência, e o divulgador deixa de ser apenas um elo entre ambos. A responsabilidade de difusão do conhecimento é de todos e se dá em todas as esferas sociais. Para tanto, é necessário despertar no cidadão a visão crítica, para que ele entenda e se conscientize do papel da ciência. Não basta ter acesso à informação, mas é fundamental ter uma visão crítica do processo através do qual se produz conhecimento científico e se difunde esse conhecimento na sociedade. Essa cultura científica pode aperfeiçoar os modos de se fazer e pensar ciência e a própria divulgação. Em essência, isso é saber pensar.orion_by_gauvreau_camera1

Levar à sociedade o conhecimento produzido pela ciência, além de ser uma obrigação profissional daqueles que produzem o conhecimento, é uma excelente estratégia de apoio a projetos sustentados por verbas públicas. A divulgação educa desde estudantes até os gestores públicos sobre os pontos importantes levantados pelo trabalho científico. Em síntese, é necessário informar para formar.

Entretanto, para informar bem é necessário primeiro formar o informante. Se por um lado, a divulgação feita pelos próprios produtores da ciência pode ser considerada um avanço e um sinal de respeito à sociedade, de outro ela pode carregar alguns vícios, justamente por vir diretamente do cientista. Portanto, cabe a este preparar-se adequadamente para transmitir à sociedade seus conhecimentos usando uma linguagem mais apropriada ao público alvo.

No que tange ao jornalismo científico, embora se reconheça um crescimento expressivo nessa área e a existência de alguns centros de excelência na divulgação científica brasileira, na opinião de Wilson da Costa Bueno (“O que está faltando ao jornalismo científico brasileiro?”, site da Associação Brasileira de Jornalismo Científico) “o panorama continua pouco favorável ao jornalismo científico nos ‘jornalões’, no rádio e na televisão”. Ainda segundo ele, o problema maior está na prática de um jornalismo científico que é pouco investigativo e vive a reboque de fatos sensacionais, que não atende à sua função pedagógica e que não está comprometido com o processo de democratização do conhecimento. A falta de uma “cultura de comunicação” nas nossas principais universidades, empresas e institutos de pesquisa; e a falta de consciência dos editores e empresários da comunicação, que buscam pautas óbvias, “oficialescas”, contribuem para isso.

Essa situação pode ficar ainda mais complexa quando se procura transmitir conceitos a um público com diferentes níveis de escolaridade. E esse é o desafio da divulgação científica: expor o conhecimento científico em linguagem popular. Isso não é uma tarefa simples. Jean Le Ronde D’Alembert (1717-1783), físico, filósofo e matemático, dizia: “nunca seria demais simplificar e, por assim dizer, popularizar a linguagem de cada ciência, o que seria não só um meio de facilitar seu estudo, como também retirar do povo um pretexto para desacreditá-la”.

tapete-de-estrelasImprecisão na informação amplia o desconhecimento
Uma busca, ainda que rápida, em veículos de comunicação impresso e eletrônico, incluindo livros e sítios didáticos, revela inúmeros exemplos de escolhas equivocadas de palavras e expressões para substituir termos técnicos, que nem sempre são inteligíveis. Talvez o caso mais clássico seja Lua e lua. Galileu parece ter usado o termo lua para referir-se aos quatro satélites que descobriu em torno de Júpiter. Em tese, sabemos quando se usa uma ou outra palavra, mas isso tem causado muita confusão em todos os meios de comunicação. Esse equívoco é cometido mesmo no meio universitário. O que será que se passa pela cabeça de uma criança ou de uma pessoa pouco esclarecida quando ouvem uma frase do tipo “A lua da Terra é a Lua.”? O que existe de impróprio na palavra satélite para ser trocada por lua ? Essa palavra é confusa, aquela é precisa. Ninguém diz que o satélite Goes é uma lua meteorológica, nem que o GPS é um sistema de posicionamento baseado em 28 luas.

Outro termo muito usado em linguagem metafórica é sistema(s) solar(es) no lugar de sistema(s) planetário(s). O primeiro termo é específico e o segundo é genérico, logo essa linguagem metafórica procura generalizar o específico. “A Terra é um planeta do sistema solar do Sol”. Pura redundância. E se alguém dissesse que os continentes são banhados pelos atlânticos Índico, Ártico, Antártico, Pacífico e Atlântico? Mas o problema pode ser ainda mais sério: ao se dizer que há outros sistemas solares além do nosso, pode-se passar a ideia de que esses sistemas planetários sejam iguais ou parecidos com o solar. Não são.evt090714094300095

Há expressões que beiram o ridículo, como, por exemplo, “estrelas que gaguejam”. Aqui, o termo gaguejar foi usado para se referir a sinais em ondas de rádio, com duração de milissegundos, que se repetem imprevisivelmente em intervalos entre minutos e horas. O uso dessa expressão ajudou o leitor a entender o fenômeno físico envolvido nesse comportamento?

Em textos de astronomia há muitos outros exemplos de termos inadequados, como, terras (exoplanetas rochosos), superterras (planetas rochosos maiores que a Terra), júpiteres (exoplanetas gasosos), júpiteres-quentes (exoplanetas gasosos muito próximos de suas estrelas), vias-lácteas (galáxias) etc. Infelizmente, parte deles foi criada pelos próprios astrônomos. O que se questiona não é o uso de metáfora na linguagem simplificada, mas os malefícios que elas causam quando usadas incorretamente. Imprecisão, analogias abusivas e desconsideração com conceitos básicos nas diversas áreas da ciência, em boa parte dos casos, ampliam o desconhecimento do leitor em vez de sensibilizá-lo para a perspectiva do conhecimento.

20051213_Há duas qualidades que tornam a astronomia uma ciência especial: sua interação com as demais ciências e sua sedução. Paul Caro, químico francês e competente divulgador, diz que “uma das áreas mais fáceis de divulgar é a astrofísica, porque tem belas imagens do céu e a origem do universo é muito interessante. A história da criação é uma história clássica de qualquer religião ou contos de fadas. Por exemplo, a criação das estrelas, num processo que envolve química nuclear, é uma história atraente e as pessoas aprendem-na. Se fosse uma palestra sobre a química nuclear, não ouviriam”. Por isso mesmo, a astronomia é muito utilizada por todos os meios de comunicação. Devemos aproveitar essa característica da astronomia para educar, mas essa iniciativa pode não cumprir seu papel adequadamente se as imprecisões persistirem.

:: Enos Picazzio é professor do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (USP) e desenvolve pesquisa em astrofísica do sistema solar, com ênfase em cometas e Sol.

Publicado por: Andrew | Outubro 20, 2009

Qual a diferença entre astronomia e astrologia?

zodiacocosmicoAstrologia é um estudo ainda não reconhecido como ciência, que tem como objeto a previsão de características de personalidades das pessoas nascidas sob determinado signo astrológico (ou em certo período do ano) e a influência dos astros sobre a vida humana. A astrologia também estuda a influência de outros signos sobre a pessoa, tal como ascendente e casas astrais.

Astronomia é a ciência que estuda os planetas, estrelas, satélites, cometas, sistemas solares, constelações e nebulosas. Também se dedica a descobrimento de novos astros celestes e de nomeá-los. A astronomia estuda o movimento dos corpos celestes, a constituição e distâncias. É provavelmente a ciência natural mais antiga, datando a épocas da antiguidade, com suas origens em praticas religiosas pré-históricas: vestígios dessas práticas que ainda são encontrados na astrologia, uma disciplina que por muito tempo foi entrelaçada com a astronomia e, no mundo ocidental, não muito diferente da mesma até aproximadamente 1750-1800. A astronomia antiga envolvia-se em obserastronomiavar os padrões regulares dos movimentos de objetos celestiais visíveis, especialmente o Sol, a Lua, estrelas, e os planetas vistos à olho nu. Um exemplo da astronomia antiga poderia envolver o estudo da mudança da posição do Sol ao longo do horizonte ou as mudanças nos aparecimentos de estrelas no curso de um ano, o que poderia ser usado para estabelecer um calendário ritualístico ou agrícola. Em algumas culturas os dados obtidos eram usados em prognósticos astrológicos.

Astrônomos da antiguidade eram capazes de diferenciar entre uma estrela e uma planeta, já que as estrelas permaneciam relativamente fixas durante os séculos enquanto planetas moviam-se consideravelmente em um tempo comparativamente menor.

Historia Antiga

1205848471Culturas antigas identificavam objetos celestes com deuses e espíritos. Eles relacionavam esses objetos (e seus movimentos) a fenômenos como a chuva, estações, secas, e marés. Normalmente acredita-se que os primeiros astrônomos profissionais foram sacerdotes (como os Magi), e seu conhecimento do “céu” era visto como “divino”, daí se origina a antiga conexão com o que é conhecido atualmente como astrologia. Antigas estruturas que apresentavam alinhamentos astronômicos (como o Stonehenge) provavelmente preenchiam tanto funções astronômicas quanto religiosas.

Calendários ao redor mundo normalmente são fixados em relação ao Sol ou a Lua (medindo-se o dia, o mês e o ano), e tinham grande importância para sociedades agrícolas, onde a colheita dependia do plantio em uma época correta do ano. O calendário moderno mais comum é baseado no calendário Romano, que é dividido em 12 meses que alternam em meses de trinta e trinta e um dias. Em 46 a.C.Julio César intigou uma reforma no calendário e criou uma forma de ano bissexto.

Fonte: Wikipédia

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